sábado, 7 de novembro de 2009

COREOGRAFIA NA IGREJA.....

COREOGRAFIA
Adoração através da dança, isso é o que classifica a coreografia na igreja evangélica.
Fonte: Site do DEMAP- departamento de música da nossa igreja, Adventista da promessa.
por SAMUEL BRAZ DE OLIVEIRA.
LINK: http://www.adventistadapromessa.com.br/demap/MusitecOnLine/Tecnicas/tabid/211/agentType/View/PropertyID/195/Default.aspx


Embora não seja nenhuma novidade na igreja a coreografia ainda causa estranheza. É bem verdade, que toda essa estranheza deriva de uma série de fatores. Fatores estes que gostaria de abordar, ainda que de uma forma sucinta, em alguns artigos aqui. Espero que possamos com isso despertar discussão, e que essa discussão provoque uma profunda reflexão do que pretendemos para a Igreja Adventista da Promessa. A minha intenção aqui não é levantar questões técnicas da coreografia, mesmo porque, entendo que a coreografia possui a sua estrutura técnica que precisa ser buscada como fator de aprendizagem da mesma maneira que a música o faz. Não vejo separação entre a arte, conhecimento técnico e adoração. O que vejo é uma distinção na aplicabilidade daquilo que é adquirido como conhecimento técnico para o cotidiano da igreja e no culto de adoração.
Colocando em ordem o pensamento acredito que a aplicabilidade dos conceitos técnicos e artísticos na igreja seja um dos fatores a que me refiro acima. O que se aplicar, em termos de coreografia na igreja? Talvez essa seja uma pergunta de suma importância, estando a sua resposta no centro do nosso problema cotidiano em aplicar essa arte na igreja. Com isso, surge uma nova pergunta: o que temos aplicado, em termos de dança, na igreja?
As respostas serão variadas, já que nesse processo muitos tendem a definir partindo de seu ponto de vista. Entretanto, a aplicabilidade na igreja tende a conciliar o pensamento pessoal e também o pensamento coletivo na igreja local. Ou seja, o que aplicamos na igreja, em termos de coreografia e música, está relacionado com o que a comunidade, ou igreja local, aceita como correto.
Em suma podemos concluir que nossa aplicabilidade é um pouco falia. Dizer isso não significa que não temos feito coisas boas na igreja, temos claros exemplos de igrejas que desenvolveram a coreografia de uma forma muito boa, como pertenço a Paulistana Leste posso citar o grupo de coreografia da IAP de Vila Nhocuné como exemplo, não excluindo a existência de outros grupos bem sucedidos espalhados pelo Brasil. Entretanto, as grandes discussões ainda giram em torno de se poder ou não estudar a dança. E é nesse sentido que digo que temos sérios problemas de aplicabilidade. Veja que a coreografia é uma dança sistematizada, mas não deixa de ser uma dança. Mas o que a define como aplicável na igreja é a conduta ética.
Sem dúvidas se aplica a igreja aquilo que não causa escândalos, ou seja, nesse sentido a ética a que me refiro é no contexto da igreja local. Estudar música envolve como técnica coisas que não são executáveis na igreja, porém, o conhecimento técnico e acadêmico nos dá diretrizes que nos ajudam a produzir o que seja aplicável na igreja. A coreografia não pode executar tudo aquilo que aprende nas academias, ou escolas de balé e dança, mas pode aplicar aquilo que seja coerente para o ambiente da igreja.
Sabemos que a coreografia ainda enfrenta preconceitos no interior da igreja, porém, não devemos nos levar por isso, devemos sim, fazer o que é correto para o melhor andamento do reino de Deus aqui nessa terra. Não podemos também confundir a árvore com a floresta, ou seja, devemos aplicar na igreja de uma forma devocional e sincera aquilo que aprendemos tecnicamente com professores e escolas. A técnica nos dá base para aquilo que vamos produzir e aplicar na igreja, ou seja, não podemos excluí-la das nossas atividades na igreja, ao contrário, precisamos permitir que o Evangelho e as suas diretrizes direcione e influencie a nossa técnica e não o contrário. Que tudo na casa de Deus seja feito para a glória dEle e não nossa satisfação pessoal, e a modelo de Paulo, tenhamos coerência com aquilo que aplicamos na igreja, e que o amor seja a fonte de todas as nossas atividades aplicadas à Igreja de Cristo.

SAMUEL BRAZ DE OLIVEIRA.

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